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Em abril deste ano, decidi dar uma chance a uma série estreante que havia despertado meu interesse, mas que ainda não tinha visto: Hawaii Five-0. Confesso que não consegui parar de assistir até encerrar a temporada.

Refilmagem de uma série que passou entre entre 1968 e 1980, mostra uma unidade policial montada para combater o crime no estado do Havaí, com amplos poderes e total imunidade, que presta contas apenas e diretamente à Governadora do estado Pat Jamenson ( Jean Smart). A fotografia é belíssima, com locações deslumbrantes e de deixar o queixo caído. Dá vontade de fazer as malas e correr para o Havaí, sem brincadeira. A série é pura ação e entretenimento. Não a recomendo para quem busca alguma profundidade em roteiro e diálogos, não tem isto nesta série. Entretanto, tem muita risada, cultura pop, um tanto de nerdices e muita ação!

O episódio de estréia da série nos mostra o protagonista Steve McGarrett retornando ao Havaí para o funeral de seu pai, após seu seqüestro e assassinato. Amiga de seu pai, a governadora propõe que ele comande uma força-tarefa com carta branca combater o crime, mas ele recusa. Mcgarrett, interpretado por Alex O’Loughlin (Moonlight, August Rush),  começa  a investigar o assassinato do pai quando percebe que, fazendo parte da policia, teria esta missão muito mais facilitada. Assim, ele muda de idéia e aceita o convite.

Um dos primeiros convidados a fazer parte da equipe é Danny Williams (Scott Caan – de Ocean’s Eleven e filho de James Caan), detetive com o qual já tinha se estranhado quando procurava pistas sobre o paradeiro do assassino de seu pai. Danny é um policial de Jersey que se mudou para o Havaí para ficar perto da filha, já que a ex-esposa casou novamente e mudou-se para lá. A química entre ele e McGarrett é sensacional e o motivo de grande parte das minhas risadas (que eram raras na época) assistindo a primeira temporada.

Enfim, toda a primeira temporada orbitou na busca do responsável pelo assassinato do McGarret Pai. Em todos os episódios havia alguma referência ou nova descoberta, enquanto investigavam diversos casos diferentes. Aos poucos, fomos montando o quebra cabeças sobre o passado dos integrantes da equipe. Além de Steve e Danny, temos Chin Ho Kelly, vivido por Daniel Dae Kim (o Jin de Lost, lembram-se?), que foi expulso da policia por corrupção e sua prima Kono Kono KalakauaGrace Park de Battlestar Galáctica, Andromeda e The Border, detetive recém saída da academia. O arco culminou com o assassinato da Governadora, cuja culpa caiu sobre Steve e o desmantelamento da unidade. Foi um fim de temporada tenso, que deixou um baita gancho para a próxima.

Ontem, assisti ao episódio de estréia da segunda temporada, ansiosa para ver a solução que dariam para o problema criado e como a unidade voltaria a se reerguer. Terminamos a temporada com Steve preso, Danny retornando a Jersey com a ex-esposa grávida, Kono suspensa pela corregedoria por conta de uma das ações da unidade e Chin reintegrado a policia, sendo quem procedeu a prisão do antigo amigo e comandante McGarret.

Deixe-me avisar que a partir deste parágrafo pode haver spoilers involuntários, ou não.

O inicio da segunda temporada não me decepcionou. Foi um episódio recheado de ação e bom humor,  sem soluções simplistas para o problema criado anteriormente. Temos um novo governador, austero e sério, que quer punição para o assassino da sua antecessora. Danny está inconformado com a prisão do amigo e acabou não partindo com a ex, o que azedou a já turbulenta relação do casal. Chega a Ilha um novo personagem, que será um recorrente, vivido por ninguém menos que Terry Quin, que fez John Locke em Lost. Ele vive um tenente responsável pelo treinamento de McGarret e veio ajudar a livrar seu pupilo da encrenca que se meteu.

Deixe dizer que a série nos traz velhos conhecidos, além do elenco central temos James Marsters, conhecido pelo vampiro Spike de Buffy e Brainiac de Smalville, que faz o vilão recorrente Hesse; e Masi Oka, o Hiro Nakamura da finada Heroes, que faz o atrapalhado legista Max e que acaba se juntando a equipe em alguns episódios. Estes dois personagens foram fundamentais no episódio. Hesse, para minha total incredulidade, promoveu a fuga de McGarret (e pagou caro por isto) e Max ajudou remendando Steve e na continuidade de sua fuga. Gostei de Max ganhar mais destaque, o personagem é engraçado e tende a crescer na história. Ou talvez eu apenas goste de Masi Oka, é uma possibilidade também.

Este primeiro episódio deixou claro que a formula não será alterada quanto à ação desenfreada. O ritmo é sempre intenso nesta série. Acredito que a maior mudança será na dinâmica da equipe, já que antes não temiam nenhuma conseqüência, pois tinham total liberdade de ação, e agora não será assim. O governador deixou expressamente claro que se reportam a ele e que existe um limite de tolerância para suas ações. Nada mais de imunidade irrestrita.

Outra mudança, mais discreta, é a segurança que Chin ganhou após ter seu nome limpo na força policial. Na temporada anterior, ele possuía um olhar baixo e ligeiramente envergonhado, mesmo sendo inocente; agora, nivela o olhar e até seu gestual mudou. Gostei disto!

Obviamente que vou continuar seguindo a série! Esta temporada continua com o mesmo vilão: Wo Fat, mas novas perguntas surgiram e eu quero ver as respostas (ah, se quero). Aguardo o destaque de algum personagem feminino, principalmente Kono. E realmente quero que Jenna arda no “mármore do inferno”! Nunca senti firmeza na personagem e a ultima cena deste episódio me provocou ganas de torcer seu pescoço com uma de suas camisas xadrez. Juro.

Que venha o próximo!